Eu preferia trazer-te uma parte minha
contar-te as mais magnificentes aventuras alcançadas
tentava deixar-te uma alegórica campainha
que este poema é de maravilhas criadas.
Mas não há fé não há tempo não há verdade
para este dogma para esta questão.
Como dizer uma musa sem liberdade?
Minha alma confiou. E também o coração.
Cessar por ti é um livro que não leio
que não há prato fé para este pão
não há milho nem centeio
não há letra, não há letra para a canção.
Não há queda nem ascensão, não há voo
não há ninguém para tecer esta blusa.
Cessar por ti é um livro que não entoo.
Que há uma questão sem verdade. E eu sem uma musa.
domingo, 27 de abril de 2008
Uma letra para a canção
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Joana
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segunda-feira, 21 de abril de 2008
Suposto ambiente de aprendizagem...
Um local que presencia tal inadmissível acto é a escola. Nela convivem diferentes faixas etárias e culturais. Estas diferenças originam opiniões distintas e, consequentemente, irascíveis conflitos.
Não deveria assistir-se a outra atitude num espaço de formação?
As condutas dos docentes e não-docentes variam consoante as situações. O necessário respeito nem sempre se pratica. A impercepção da importância do local é uma das razões. É a educação adquirida que influencia o comportamento dos alunos. Professores e funcionários agridem como defesa, sabendo que é incorrecto. É indispensável promover uma afável relação dentro da comunidade escolar. Só assim é possível modelar um cidadão instruído e responsável.
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Joana
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segunda-feira, 10 de março de 2008
Opinião (im)pessoal
A evolução da comunidade cooperou no aparecimento de novos meios de comunicação: televisão, rádio, Internet…
Hoje em dia, todos os cidadãos que dificilmente “sobrevivem” sem uma televisão ou computador, usam-nos para o seu próprio entretenimento. Mas estas duas tecnologias para além de entreter, também informam, e por vezes, fazem-no em demasia.
A quantidade de informação bombardeada aos cidadãos pelos mass media de tal modo exagerada que tem o poder de influenciar ou até transformar a sua opinião. Um indivíduo que discorda com a legalidade do aborto é de certa forma submetido a notícias sobre as suas vantagens e benefícios que começa a reflectir sobre a sua opinião por se deparar com tais factores todos os dias. Talvez isto não aconteça tanto com os idosos. Estes estão aprisionados ao antigo, estagnados numa era “arcaica” (não se apercebendo daquilo que os rodeia); já as crianças e os adolescentes vivem num mundo tecnológico. Um mundo que cada vez mais causa uma certa dependência neles. Por causa dessa sua íntima relação com a tecnologia, os mais novos são os “escravos” dos mass media que se aproveitam deles para fazer passar as suas ideias de uniformização de cultura.
Se o ser humano tem capacidade para reflectir e avaliar por si próprio, porque se deixa levar por estas superáveis exigências?
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
No meio do mundo perdulário
Sincronizando um mundo perdulário
Sob a Guia ele o escuta,
Melodiosas letras que soam
No exaustivo compasso
Em que a sua voz se faz ler.
Ensaia as ofensivas cordas
Motivadas pela perpétua aspiração
Durante um sopro vital
E uma voluptuosa loucura.
Entoa a sua vida,
Percorrendo o valioso caminho
Em que deleitamente canta o prazer
E sente a pauta cativante
Aquela que o faz sincronizar o mundo.
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sábado, 19 de janeiro de 2008
Poesis
Uma canção sem instrumental…
Uma discussão entre Camões, Florbela Espanca e Manuel Alegre…
Um sonho de rimas acordadas…
Um jardim onde os sentimentos brotam…
Uma pista onde a criatividade desliza…
A profunda alma da aldeã mais bela de um reino…
Uma melodia que encanta as mais perigosas serpentes…
Uma fresca sobremesa após uma ceia de gramática pragmática…
Um mundo de versos livres…
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Florbela Espanca
Com sete anos de idade e a frequentar o ensino primário, Florbela escreve a sua primeira poesia “A Vida e a Morte” e o seu primeiro soneto. Em 1906, no sexto ano de escolaridade, escreve o seu primeiro conto “Mamã!” e começam a notar-se os primeiros sinais de neurastenia. Prosseguiu os seus estudos em Évora, onde viveu depois da sua mãe ter morrido.
Já em 1914, juntamente com o seu marido, Florbela abre um colégio onde lecciona e recita, pela primeira vez, os seus versos em publico. Termina “Trocando olhares”, vê um dos seus sonetos ser publicado numa revista e colabora no jornal “Noticias de Évora”.
Inscreve-se em 1917 na Faculdade de Direito de Lisboa, mas devido a um aborto involuntário foi para o Algarve onde os primeiros sintomas graves da sua doença aparecem.
De volta a Lisboa, escreve “Livro de Mágoas” (editado em 1919) e “Claustro das Quimeras” enquanto rodopia entre relações amorosas, e em 1923 vê publicado “Livro de Soror Saudade”. Dois anos depois, em que começa a escrever “O Dominó Preto” e a fazer traduções, morre o seu irmão, o que a deixa muito infeliz, servindo de inspiração para “As máscaras do Destino”. Neste período, Florbela tenta suicidar-se, também pelo seu casamento desgastado.
De novo em Évora, em 1930, Florbela escreve o seu “Diário do último ano”, colabora em revistas e conhece Guido Battelli que se ofereceu para publicar “Charneca em Flor” e que será um seguidor fiel de Florbela Espanca após a sua morte.
Muda-se para Matosinhos onde a neurose se agrava e descobre que tem um edema pulmonar. A 8 de Dezembro decide pôr termo à vida.
Nos poemas de Florbela Espanca é notável a forma como ela expõe tão profundamente a intimidade feminina. Florbela junta os sentimentos optimistas com os pessimistas de uma forma quase impossível de ser vivida na realidade.
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Carta ao PR
O rio Lis – que nasce nas Cortes e desagua na Praia de Vieira de Leiria – é constantemente poluído devido a diversos aspectos que poderiam ser evitados: as explorações pecuárias (nomeadamente, as suiniculturas) e domésticas; unidades industriais; o abuso de produtos químicos; a falta de saneamento básico em algumas freguesias; a falta de esclarecimento populacional relativamente ao tratamento de resíduos…
Toda esta poluição traz consequências negativas à região leiriense: a impropriedade das águas (tanto do rio como do mar) para serem desfrutadas pelos turistas e habitantes e usadas pelos pescadores como meio de trabalho (pois a actividade piscatória é muito importante nesta zona do país); a sujidade do areal e as doenças provocadas o pela contaminação bacteriana, entre muitas outras…
Apesar de investidos muitos esforços económicos e humanos – a criação de várias empresas de despoluição: RECILIS, ECOLIS, VALORLIS (esta última, considerada a mais diligente) – e inclusive a vinda da televisão à foz do Lis e à Ribeira dos Milagres pela resolução do problema da poluição do rio Lis, existem nesta área situações de não cumprimento da legislação actual, principalmente por parte de algumas indústrias suinicultoras que teimam em fazer descargas para os afluentes do rio (nomeadamente, a Ribeira dos Milagres, a mais fatigada por estas descargas) piorando assim o ambiente.
Algumas das minhas sugestões para diminuir ou mesmo acabar com esta poluição passam por aumentar a fiscalização nas descargas, sensibilizar a população, diminuir o preço dos dejectos entregues nas estações de tratamento, etc.
Agradeço a sua atenção e aguardo ansiosamente um esclarecimento ou reflexão.
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